Esta é uma pergunta importante, pois pode definir seu sucesso ou seu fracasso.

Apesar de normalmente confundirmos uma coisa com outra, há muita diferença entre elas.

E você, é persistente ou é teimosa?

Quando converso com vendedoras diretas, antes, durante e depois de um treinamento, por exemplo, faço questão de ressaltar que elas são, antes de mais nada, empreendedoras.

Afinal, como bem define o SEABRAE, empreendedora é a pessoa que materializa e gerencia um negócio, assumindo o risco em favor do lucro.

E é isso o que elas fazem: dispostas a ter seu rendimento ou a complementar a renda familiar sem abrir mão de poder administrar seu próprio tempo – quase sempre conciliando com as tarefas de casa e a educação dos filhos – estas mulheres decidem ter o seu negócio.

E então, por uma combinação variada de motivos, optam por revender produtos de empresas de venda direta, como Avon, Natura, Hinode, Herbalife, Marie Kay, Tupperware e tantas outras que comercializam lingeries, roupas, calçados, semijoias, etc.

Buscam condições materiais para desenvolver sua nova atividade, divulgar seu trabalho, conquistar e visitar clientes, adquirir e transportar mercadoria (se for o caso), manter seu celular em dia, ter uma boa apresentação pessoal, e assim por diante.

Tudo isso exige organização e gerenciamento: do capital, do tempo, dos cadastros, dos pedidos, dos prazos, da conta bancária, da agenda…

E, como em todo negócio, há riscos – a chance de não ter sucesso, momentos de queda nas vendas, imprevistos, mudanças no cenário.

E aqui chegamos ao ponto. Às vezes percebo que apesar de todo desejo de fazer seu empreendimento dar certo, algumas delas insistem no caminho que não está funcionando.

Isso é pura teimosia.

Aliás, há uma frase famosa atribuída a Albert Einstein, que diz: Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

Se a frase é mesmo dele eu não sei, mas é perfeita para ilustrar nossa conversa.

A verdadeira empreendedora é persistente, ou seja, ela mantém a meta, mas, se for necessário, busca caminhos diferentes.

Vamos dar um exemplo.

Conheci uma vendedora direta que lamentava a queda significativa de suas vendas, alegando que as clientes já não a recebiam como antes, nem lhe davam tanta atenção.

Perguntei como ela abordava suas clientes e ela me contou que fazia como havia aprendido com sua mãe, com quem percorria as ruas da cidade, deixando seus catálogos aqui e ali numa semana, para buscar na semana seguinte com os pedidos.

E o que não estava dando certo, perguntei?

As pessoas não me recebem da mesma forma, não tem tempo, estão sempre correndo e cada vez compram menos – disse. Mas eu sou persistente – e não vou desistir, complementou.

Mas, na verdade ela não estava sendo persistente, estava sendo teimosa, pois insistia numa estratégia que não estava mais dando certo.

Afinal, os tempos mudaram. O ritmo de vida é outro. As pessoas não são mais do mesmo jeito. Portanto, sua abordagem precisava mudar – eu disse.

Um catálogo jogado em cima da mesa da copa de uma empresa pode até passar despercebido, pois hoje as pessoas recebem apelos e estímulos constantes pelas mídias sociais. Enquanto almoçam elas estão ao celular, no Facebook ou no Wathsapp, pois enquanto o catálogo que você deixou ali fica bem quietinho e sem graça num canto, seus smartphones estão piscando e apitando para avisar que outra mensagem, vídeo ou foto chegou.

 

Então eu fiz uma pergunta típica de coaching: o que você pode fazer agora para estar mais próxima de suas clientes e não deixar que elas esqueçam de você?

Ela pensou um pouco, ainda titubeando e disse: Bem eu poderia criar um grupo no Wathsapp com as clientes que mais compram e passar a enviar ofertas, fotos de produtos…

E dicas também, completei. Se você quer se manter neste mercado, não seja teimosa… admita o que não está funcionando e tente outra maneira de fazer, seja criativa, observe suas clientes, identifique os problemas delas, encontre formas de ajudá-las a comprar de você, estude mais sobre os seus produtos, ofereça dicas, utilize as mídias sociais para falar com elas e se faça presente de um jeito mais atual.

Bem, eu espero que você tenha entendido que eu a estava incentivando a persistir, mantendo a meta de fazer do seu empreendimento um negócio lucrativo, mas buscando novos caminhos no lugar daqueles que já não servem mais.

E para não perder a chance, terminei dizendo:

Não seja teimosa, seja persistente. Acredite em você, prepare-se e venda mais!

(imagens CrayonStock)