“Se você desejar ser qualquer coisa menos do que você é capaz,

provavelmente você será infeliz todos os dias da sua vida.”

Abraham Maslow

 

Se nos basearmos no senso comum, então temos no mundo uma legião de “fracassados” – loosers – pessoas que não alcançaram o tão venerado “sucesso”.

Mas, o que é, de fato, o sucesso?

Quanta barbaridade vem sendo feita por aqueles que a sociedade considerava até ontem “homens de sucesso”, “empresários de sucesso”, “políticos de sucesso”?  Quantos famosos tem escolhido a via das drogas e do suicídio para aplacar suas angústias não resolvidas? Quantos “artistas de sucesso” viraram apenas um produto, desconectados de si mesmos? Quantas pessoas jovens ou de meia idade decolaram sua “carreira de sucesso” para logo mais desenvolverem transtornos mentais, perdendo a saúde e a capacidade de desfrutar até mesmo as pequenas alegrias do dia a dia?

Se estabelecemos que todos devem chegar ao ponto “X” para que tenham sucesso, o que acontece quando neste lugar não há espaço para todos? O que farão e como se sentirão os demais?

A ciência vem demonstrando que a realização humana não está necessariamente vinculada ao que chamamos de sucesso.

Faz-se urgente compreendermos que todos nós trazemos em potencial os elementos para alcançarmos nosso bem-estar subjetivo. E que não há, nem nunca houve, um caminho apenas. Há várias formas de conquistarmos a felicidade autêntica que todos buscamos.

Estamos todos nesta jornada, cada um em um nível, do seu jeito, a seu modo, de acordo com sua singularidade.

No entanto, a maioria de nós busca o florescimento de forma inconsciente, perseguindo modelos massificados, condicionados, escorados em fatores externos a nós, desejando soluções mágicas ou fórmulas simplistas que ofereçam resultados imediatos.

Ajudaria muitíssimo se assumíssemos de forma consciente e intencional o processo do nosso próprio desenvolvimento, se elevássemos nosso nível de autoconhecimento, se conhecêssemos melhor nossas forças e virtudes, se adotássemos práticas que favorecessem nosso florescimento, o que, inevitavelmente, redundaria em mudanças sociais igualmente importantes.

Podemos começar esta revolução silenciosa revisitando nossos valores, questionando os padrões e modelos estabelecidos, tomando consciência de nossas crenças limitantes, inclusive as herdadas e incorporadas tacitamente, redefinindo nossos conceitos de sucesso e de felicidade.

Há muita gente boa e séria dedicada ao estudo das potencialidades humanas e dos caminhos para o alcance do bem-estar subjetivo – cientistas, filósofos, psicólogos, médicos, educadores, pensadores em geral – que há décadas vem desenvolvendo pesquisas, aprofundando e conectando estudos anteriores, investigando o cérebro e a alma humana, considerando o homem em sua multidimensionalidade e propondo práticas comprovadamente eficazes para nos ajudar a evitar uma vida de murchamento, como se diz na Psicologia Positiva, vida apequenada, marcada pelo medo, pelo sentimento de impotência, pela falta de perspectiva, pela frustração, pelo vazio existencial.

Não é um trabalho fácil, pois envolve muitos elementos que foram sendo amalgamados à nossa identidade enquanto pessoas, tribos, comunidades, empresas ou nações – valores, hábitos, modelos e paradigmas dos quais temos grande dificuldade de abrir mão.

Não é um esforço simples, pois exige mente aberta, coração desarmado e vontade sincera de nos desapegarmos das velhas e ineficazes soluções e nos abrirmos ao novo, ao futuro que emerge e que nos convida a deixar no passado o que já não nos serve mais.

 

Faz sentido pra você?