Muito bem!!

Em nossas postagens anteriores você…

… estudou sobre a importância de identificar problemas e pensar sobre eles como sendo potenciais oportunidades de negócio;

… refletiu sobre o significado de criar soluções e oferecer conveniências;

… e aprendeu a mapear as necessidades e preferências de suas clientes, preparando-se para aplicar o próximo princípio da venda Consultiva: oferecer a elas atendimento personalizado e atenção constante.

Este é o grande diferencial da venda consultiva, perfeitamente adaptável às vendas diretas, uma vez que vendedora e cliente estão tão próximas que é possível estabelecer uma dinâmica de atendimento totalmente ajustada às necessidades das consumidoras.

Aprenda com o Google

Experimente entrar no Google e digitar uma palavra na janela de pesquisa para ver os resultados em seu perfil do computador, notebook ou celular.

Agora peça para outra pessoa digitar esta mesma palavra na janela de pesquisa do Google no computador, notebook ou celular com o perfil de usuário dela.

Vocês vão perceber que os resultados não são exatamente os mesmos. Há algumas variações. E você sabe por que?

Porque o Google considera, entre outras coisas, os hábitos de pesquisa e de navegação do usuário para filtrar a informações e apresentar aquelas mais adequadas ao perfil do pesquisador.

Você já notou que depois que você faz uma compra ou pesquisa de preço pela internete, começam a aparecer vários anúncios sobre os produtos que você pesquisou, mesmo quando você já está em outras páginas?

O exemplo serve para ilustrar o que estamos dizendo: as empresas utilizam todas as informações que possuem sobre seus clientes para criar e oferecer produtos e serviços ajustados às suas preferências, evitando oferecer o que não interessa e até mesmo tentando antecipar as necessidades de seus clientes.

Quer outro exemplo? Nos Estados Unidos, uma grande loja de departamentos, quando vende um berço, ao fazer o cadastro do cliente tem o cuidado de anotar a data provável de nascimento do bebê e o e-mail da mamãe.

Não por acaso, no tempo certo, a mamãe passa a receber folhetos e e-mails com ofertas de fraldas, cadeirinhas, brinquedos, mamadeiras, etc.

Simples, não? E muito eficiente.

Se você seguiu todos os passos propostos até aqui já tem condições de mapear toda a sua certeira de clientes, ou pelos menos as principais, e fazer o mesmo, incrementando seu cadastro com informações importantes como data de aniversário da cliente, data de aniversário de casamento, aniversário dos filhos e dos pais, proximidade de eventos importantes como formaturas, batizados, casamentos de parentes e amigos, além de preferências de cor, estilo, material, forma de atendimento e tudo mais.


Afinal, se hoje você está vendendo cremes para que sua cliente gestante não desenvolva estrias após o parto, nada mais natural do que você se preparar para vender os produtos da linha mamãe/bebê mais adiante, não é mesmo?

 

Pratique o pós-venda e seja reconhecida por seu profissionalismo

Quer dar um toque ainda mais refinado de profissionalismo à sua atividade? Pratique o pós-venda.

Como o nome diz, é uma ação que você desenvolve depois que a venda já ocorreu. Mas tem o potencial de provocar efeitos benéficos em todas as vendas futuras.

No Brasil, geralmente somente as grande empresas realizam algum tipo de trabalho pós venda.

Da última vez que aconteceu comigo foi depois que eu havia mandado meu carro para a revisão e, passados alguns dias, uma representante da concessionária me ligou para saber se eu estava satisfeito, se o serviço havia sido bem feito e se o atendimento tinha sido bom.

Nas empresas, esta prática leva ao seguinte círculo virtuoso: os atendentes se esforçam para fazer um bom serviço, pois sabem que o cliente será consultado e estimulado a reclamar se não estiver satisfeito, comprometendo a carreira de quem o atendeu. Por outro lado, a empresa passa a ter uma noção clara do que os seus clientes desejam, o que os agrada, o que os irrita e o nível de atendimento que esperam receber, criando condições para oferecer serviços e produtos sempre melhores.

Pois empresas inteligentes já compreenderam que não interessa se ela acha que o seu atendimento foi bom. Quem tem de achar que foi bom é o cliente! E o cliente valoriza a empresa que sabe ouvi-lo.

De repente a oficina pode estar achando o máximo oferecer café com creme, sala de espera com TV e uma sacolinha de lixinho para o cliente que passa pelo mecânico. Mas, se o que o cliente valoriza é receber seu carro no dia e hora combinados, nada daquilo vai resolver se os mecânicos costumarem atrasar. A percepção daquele cliente será negativa.

E a vendedora direta?


O raciocínio é o mesmo. O importante é saber se a cliente está gostando do seu atendimento e não ficar apenas deduzindo por você mesma.

Como uma boa vendedora, antes de vender, você deve ter ouvido sua cliente, sondado suas preferências, conversado abertamente sobre os produtos e realizado uma venda honesta, sem forçar a barra ou omitir informações importantes, certo?

Então não há o que temer. Você só tem a ganhar fazendo perguntas para sondar a satisfação da sua cliente e se aprimorar sempre mais.

Gostou do produto, era o que você esperava?

Serviu ao que você queria?

Chegou no prazo? Foi entregue direitinho? (caso não seja você quem entrega)

A forma de fazer os pedidos está conveniente pra você?

Tem algo que eu possa melhorar? Alguma sugestão?

A vendedora direta pode se tornar parceira do sucesso de suas clientes, ajudá-las a fazer um bom negócio e vibrar sinceramente com suas conquistas.

E, através do pós-venda, permitir que suas clientes também contribuam com seu crescimento profissional, acatando elogios como reforço às melhores práticas e respeitando as reclamações como oportunidades de melhorar sua forma de atuar.

Acredite em você, prepare-se e venda mais!

(imagens CrayonStock)