Diz pra mim: quantas vezes você já se perguntou pelo sentido das coisas?

Trabalhar tanto, perseguir resultados, manter-se conectado 24 horas por dia, sacrificar outros interesses na luta pela satisfação das necessidades básicas, matar um leão a cada duas horas, isso faz sentido pra você?

Ter filhos num mundo tão caótico, ser honesto na sociedade dos espertos, viver de aparências, ter de vencer sempre, perseguir o sucesso a qualquer preço, querer agradar a todos, expor a vida aos quatro ventos, isso faz sentido pra você?

Permanecer solteiro, casar pela terceira vez, fazer apenas o que gosta, engavetar o diploma, trabalhar por necessidade onde for possível, competir sempre, cooperar, ficar no seu quadrado, contribuir desinteressadamente, pensar ganha/ganha, garantir o seu antes de mais nada, lutar para permanecer magro, comer carne, tornar-se vegano, falar bom dia para o porteiro, segregar os diferentes, impor sua opinião, respeitar as minorias – o que faz sentido pra você?

Questões como estas poderiam encher páginas e páginas de um livro, mas importa focar apenas na pergunta central: faz sentido pra você?

Falando a respeito do sentido da vida em seu livro Como Vejo o Mundo, o genial cientista alemão Albert Einstein, Prêmio Nobel de Física, não se preocupou em responder se a vida tem um sentido ou não, mas afirmou que quem considere a sua própria vida e a dos seus semelhantes como desprovida de sentido, não é somente infeliz, como ainda incapaz de viver.

Precisamos encontrar sentido em nossa vida, em nossa luta, em nossa carreira, em nosso trabalho, naquilo que nos absorve cotidianamente.

Segundo o eminente psiquiatra austríaco Viktor Frankl, fundador da psicoterapia centrada no sentido, que sofreu nas pele os horrores do campo de concentração nazista, a busca do ser humano por um sentido é uma motivação primária em sua vida. E diz mais: o sentido da nossa vida a gente não inventa, a gente descobre.

E como descobri-lo sem exercitar a presença plena, como descobri-lo se passamos pelos dias tão distraídos e desfocados?

Falar em sentido é falar também dos nossos porquês.

O que nos move? Por que investimos tempo e energia a fazer o que fazemos? A que destino nos conduzirá aquilo que fazemos agora? É lá que queremos de fato chegar?

Perguntas impossíveis de responder com clareza sem autoconsciência, sem autoconhecimento.

E assim chegamos ao ponto. Estamos exaustivamente conectados com o mundo externo, navegando entre perfis e avatares que muitas vezes não espelham o que realmente somos. Nunca fizemos tantos autorretratos (hoje chamados de selfie), mas talvez nunca tenhamos nos afastado tanto de nossa essência.

É hora de buscar caminhos que ampliem nossa autoconsciência e para isso não podemos mais fugir de nós mesmos. E até mesmo esta busca se fará da forma que fizer sentido para cada um de nós. Não há resposta nem modelo únicos.

Sem este exercício fica praticamente impossível recuperar nosso porquê, descobrir o sentido da nossa vida em cada situação, agir conscientemente, estarmos inteiros e senhores de nossas melhores forças e virtudes, aplicadas pelo bem de nosso próprio desenvolvimento e pelo florescimento das pessoas e instituições de nosso relacionamento.

É nesta direção que caminharemos em nossas publicações.

Faz sentido pra você?

 

Então seja bem-vindo!